12.12.05

CÉREBRO
Tentava mirar e acertar na mosca que jazia na água-cerveja-mijo. O jato já tomara.
[Há sempre na minha cabeça a possibilidade de tomar um quente forte barato]
Você tem a sinfonia nº 3?
[Talvez tenha, um amigo emprestou, não sei quando volta, talvez nem tenha, talvez nem volte]
O-caminho-com-instante-mente-volta.
Mente. Volta a sensação de estar engolindo todo o ar do mundo com o nariz.
De sss com gesto íon ar.
A hora flui, fui ver a hora, não, agora.
[Surge no Mahler um certo quê de filminho hollywood música 1 tempo 10 – ainda prefiro as dele grandes horas de angústia a seu romanticismo barato]
Acontece quando se está sozinho. E se sozinho, espera. Se espera, cansa. Se cansa, pensa. Se pensa, caraminhola. Se caraminhola, fala. Fala sozinho.
De onde alguém tirou o cantar do galo nas horas de despertar? Já vi galos e galos e galoises cantando na mais alta noite.
o cheirar o amar
você já amou
eu não sei se
acho que sim
eu o que sou se nem sombra nem gesto consigo ver
sentado bêbado
o-nariz-mais-do-que-fala-mais-do-que-ação-nenhuma
empurra fumaça dentro põe fumaça fora bebe algo pseudo dourado pensa uma nada-conclusão-fria
não sabe o que fazer
SER ÉBRIO

(De uma gaveta de 1998)

1 Comments:

Anonymous adilson said...

Gostei muito desta conversa na transversal. Matei saudades.

12:59  

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