4.12.05

Fragidéias: pequeno diálogo múltiplo-incompleto entre alguns habitantes de um mesmo ser

A mutação clara dos tempos.

Mund’anda.
Eu. Anda.
Eu ando pensando descaradamente.

[Ainda que as lágrimas corram pra dentro – olho comprime lágrima – lágrima flui nas veias – sangrilágrima]

Era o momento pra correr.
Correr daqui de mim. Desse por fora de mins.

A lua mingua minha língua sua lua.

[Um só cigarro, dois palitos de fósforos
Um só mar, só céu
Algo só eu
Dois palitos de mim
Uma caixa de palitos de mim]
E então a cabeça são mil cabeças
Ser há?

[Palitos de mim.]

Você venta menos.

Era sua a idéia?

Vagamente.

Te lembra?

Te fode.

[Fluxinhos], tu rindo, andar-te nas costas a vida, a casca, as noites-coisa e o mundo.

[Atravessou a rua, deu verde, num lugar seu, ainda. Daqueles, dos que fazem troca.]

(de uma gaveta antiga)

1 Comments:

Blogger Beatriz said...

estou apaixonada por você e por essa gaveta que esconde o ernesto até hoje.
casa comigo? você que disse que sim.

10:34  

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